Ruptura em Backbone DwDM/Metro
Essa sequência de passos descreve de forma simples as etapas para a recuperação de um backbone de fibra óptica com DWDM. Aqui vai um detalhamento adicional para cada um dos passos:
Passo 1 - Curvas
Realizar as curvas de leitura do cabo utilizando um OTDR (Optical Time-Domain Reflectometer) para identificar as características da fibra, como atenuações, reflexões e eventuais falhas. Essa análise ajuda a mapear as condições do cabo ao longo de seu percurso.
- Opção 1: Curvas do OTDR embarcado (DWDM)
É de suma importância que o Acionamento/Centralizado que abre a ordem de serviços tenha ciência que todo chamado de RUP necessita de curvas e a primeira tentativa é pegar analisar o chamado para verificar se tem as curvas em anexo, caso não tenha as curvas deve questionar para acelerar o processo.
- Opção 2: Curvas extraídas manualmente com o técnico no POP
Casao a opção 1 das curvas do embarcado falhe, ou o DWDM não tenha OTDR embarcado devemos extrair as curvas manualmente conforme a tabela abaixo. Compreende-se que o padrão de curvas abaixo tem objetivo secundário de tratar atenuações.
Nº | Distancia | Largura de Pulso | Tempo de Teste | Onda |
---|---|---|---|---|
1 | 1 km | 10 ns | 30 seg. | 1625 |
2 | 40 km | 100 ns | 30 seg. | 1625 |
3 | 80 km | 1 us | 30 seg. | 1625 |
4 | 160 km | 20 us | 3 min. | 1625 |
- Opção 3: Curvas extraídas manualmente na CEO de Abordagem/Aferição
Não é sempre que o acesso ao SITE é facilitado, porém para isso temos mapedas as caixas de onde podemos extrair curvas, Essas caixas são preparadas para essa finalidade. Dentro dela existe um cordão fusionado para medições de rompimento total, e as mesmas possuem indenficação de todas as fibras para tratar rompimento parcial.
O Técnico deve seguir a sequência de curvas até encontrar o ponto de rompimento no OTDR. Por exemplo, se o rompimento estiver a 15 km do local da falha ele vai extrair as curvas 1 e 2, enviar para o centralizado e seguir para o local da falha.
Devem ser testadas sempre as duas fibras. Mas pode acontecer de que no POP existam fusões diretas no Raman, que deve ser pontauada para que possamos abrir OS para resolutiva da questão. Sempre evitar quebrar cordão com fusão direta.
O Técnico obrigatoriamente deve enviar uma foto georeferenciada do OTDR com a câmera na horizontal e os arquivos das leituras em formato .pdf e .sor.
Passo 2 - Encontrar o Local da Falha:
Com base nos dados do OTDR, identificar o ponto exato da falha no cabo. Isso pode incluir quebras, danos físicos ou conectores defeituosos. Uma vez localizado o problema, mobilizar a equipe ao local.
Procedimento análise e informação: um bom técnico antes de começar a atividade após encontrar o local da falha, inspeciona a área e avalia todo o contexto da recuperação. Identifica a causa raíz do evento, dimensiona a quantidade e os materiais que serão aplicados, faz a extimativa do tempo que será gasto e assim que possível deve informar a situação ao Centralizado.
Teste de fibra ativa: muito embora o técnico já tenha indentificado local do evento na fibra ele precisa se certificar que há potência chegando nos dois sentidos. Isso vai garantir que não existe um segundo evento na fibra. Caso o técnico não encontre potência chegando no outro sentido ele deve fazer uma leitura com OTDR imediatamente e pedir ajuda para que a supervisão envie apoio ou intereja com a evidência informando o cliente.
Envio de evidências: feita a análise, os testes que garantem que não existe duplo rompimento feitos é hora de procurar um local com cobertura GSM e enviar todas as evidências caso perceba que o reparo passará de 4 horas de atividade. O Centralizado e o Supervisor munido de todas as informações vai garantir que o trabalho seja feito sossegado
Passo 3 - Recuperar o Cabo:
Neste passo, a equipe realiza a reparação ou substituição do segmento defeituoso. Isso pode incluir fusão de fibra óptica, caso haja uma ruptura, ou a substituição de um trecho maior, dependendo da gravidade do dano.
Passo 4 - Pedir Validação:
Após a recuperação, realizar novos testes com o OTDR e outras ferramentas de medição para garantir que a recuperação foi bem-sucedida. Geralmente, esse passo envolve validação por parte de um responsável técnico ou pelo cliente.
Passo 5 - Ancorar o Cabo:
Com a recuperação concluída e validada, o cabo deve ser ancorado corretamente no percurso original para evitar novas tensões ou quebras. O ancoramento adequado garante que o cabo permaneça seguro e funcional a longo prazo.
Essa metodologia ajuda a garantir a rápida e eficiente recuperação do backbone de fibra óptica, minimizando o tempo de inatividade e evitando prejuízos ao tráfego de dados.
Princípais casos práticos recorrentes
Faltou CEO e agora?
Nada impede de pular direto para o Passo 5. Que em outras palavras significa que o cabo será lançado, ancorado e ficará pendente a montagem da(s) CEO(s) e as fusões.
Mapear a CEO de Inspeção
As Caixas de Aferição, são Caixas de Emenda mapedas e georeferenciadas em pontos de fácil acesso. Todos os trechos contem várias caixas desse tipo. Garantindo assim maior eficiência e otimização de tempo de reparo, Mais informações sobre essas caixas você pode consultar em Caixas de Aferição
Sempre são 4 curvas?
Não. As 4 leituras são indispensáveis para tratar atenuações. Em caso de rompimento, a leitura é progressiva à medida que aumenta a distância do evento. Começa-se com 1 km, depois 40 km, 80 km e, por fim, 160 km. Ao encontrar a ruptura, não há necessidade de realizar a leitura seguinte.
Lembrando que ao encontrar o ponto no OTDR deve-se coletar a evidência com foto georeferenciada sempre.